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Ju
Cantinho Beatriz Shaina
15.07.2018 07:00

Olhe Todos Os Segredos Para Fazer Essa Delícia


Leio no UOL sobre um novo projeto de Guilherme Arantes em que ele interpreta, ao piano, 90 de tuas músicas. Assinada por Leandro Vieira, a reportagem diz que Guilherme tem “a curiosa sensação de que suas músicas serão mais valorizadas daqui a muitos anos”. Três Dicas Para Poupar Tempo E Ampliar A Produtividade Na sua Organização com a declaração. Em meu livro “Pavões Misteriosos”, fiz um perfil de Guilherme Arantes, tentando esclarecer por que boa fatia da crítica musical torcia o nariz pra ele.


Guilherme Arantes de imediato estava acostumado com as ironias e brincadeiras de seus colegas da Escola de Arquitetura e Urbanismo da usp. Era só ele mostrar-se nos corredores da escola para uma pessoa gritar: “Lá vem o ídalo! ”. Guilherme não estava entre os melhores alunos da fau; faltava muito às aulas e atrasava com os trabalhos.


Era reconhecível: não devia ser simples se concentrar nos estudos após atravessar a noite tocando em shows para 5 1 mil pessoas ou ser esmagado por fãs histéricas no auditório do Chacrinha. No começo de 1976, um diretor da Som Livre, Otávio Augusto Cardoso, cantor que gravara em inglês com o nome de Pete Dunaway, chamou Guilherme pra fazer um compacto.


A música foi “Meu universo e nada mais”. Guto Graça Mello gostou e incluiu a canção pela novela Anjo mau, da tv Globo. Os colegas de Guilherme na fau caíram matando. “Eles associavam a Som Livre e a Globo aos militares, e eu entrei desse balaio. Blogueiras Variam Temas Pra Se Preservar Em Alta de segunda linha, um ídolo artificial desenvolvido na Som Livre”, conta o compositor. O compacto foi o primeiro lançamento de Guilherme Arantes depois do fim de seu grupo de rock progressivo, o Moto Perpétuo.


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“Meu mundo e nada mais” era uma canção romântica sobre isso traição: “Quando eu fui ferido/ vi tudo variar/ das verdades que eu sabia/ só sobraram restos/ que eu não esqueci”. Foi um sucesso rápido e transformou o cantor, aos vinte e dois anos, em “ídalo”. Com sua pinta de galã teen, ele causava frenesi nos programas de tv, e sua imagem decorava pôsteres em quartos de jovens: “Teve uma data em que eu tinha raiva de ser bonito, visto que os compositores respeitáveis eram feios.


Eu tinha uma puta inveja do Zé Ramalho, tais como. Como Investir Em Imóveis Em Miami , e acho que existe até hoje, de que alguém graciosa não poderá ansiar tudo. Além de deslumbrante, assim como quer ter talento? Que negócio é este? Além das fãs que lotavam os auditórios do Bolinha, do Como Fazer Um Blog Grátis No Blogspot Passo A Passo de Raul Gil, havia mais gente prestando atenção em Guilherme Arantes.



Lulu Santos, que em 1976 tocava pela banda de rock Vímana, considera “Meu mundo e nada mais” o “big bang do novo pop brasileiro”. Teu parceiro pela banda, o inglês Richard David Court, mais popular por Ritchie, lembra o choque que sentiu ao ouvir a canção na primeira vez: “Era uma coisa supermoderna, bem-feita, inteiramente antenada com o que estava ocorrendo no exterior. O Guilherme a toda a hora teve um talento impressionante pra fazer pop. Ele pode cantar a tabela telefônica que o mundo inteiro vai parar com o intuito de ouvir”.


“Meu mundo e nada mais” é uma sinopse perfeita do estilo que consagraria Guilherme Arantes: uma letra fácil, cantada com paixão e peito aberto, e um refrão bombástico, daqueles de suspender grandes plateias. Nem sequer sinal dos sussurros contidos e lamentosos dos cantores da Bossa Nova. Guilherme achava que a criação da mpb engajada usava muitas metáforas nas letras, graças a da censura, e tentou fazer canções mais diretas, que se comunicassem bem com o público.


“Meu estilo era ingênuo, quase naïf. Eu gostava muito dos poemas de Maiakóvski, e queria fazer uma música que tivesse aquela fulguração poética, aquele rompante franco de Maiakóvski. Se as estrelas se acendem, será por que alguém deve delas? “Meu mundo e nada mais” marcou o início da parceria de Guilherme Arantes com Guto Graça Mello.


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